Tirinhas autobiográficas

by - sábado, abril 07, 2012

Estava eu preparando minha aula da segunda feira - a tal da aula para jovens que mistura teatro e linguagens visuais, e pensei num exercício autobiográfico para eles. Os exemplos são achadinhos que faz tempo que eu queria compartilhar aqui no Creyssa....

O primeiro exemplo é o Lemonades Swimming Pool, da Yasmine, que todo mundo deve conhecer por conta do Cat Versus Human. Ela descreve este trabalho como "a comic about growing up", e aparecem algumas pequenas amarguras de infância e juventude, desenhadas de um jeito tão fofinho que quase nos enganam, como este abaixo: 

Ainda tem poucos quadrinhos por lá, e a última atualização data de janeiro deste ano, quando o primeiro quadrinho da pré-adolescência havia sido publicado. E a própria Yasmine avisa: agora que entramos nessa fase, talvez a coisa fique um pouco mais amargurada do que deveria ser. 
Quem nunca passou por nenhuma situação parecida que atire a primeira pedra.

O segundo exemplo é o Laertevisão - Coisas que não esqueci, da Conrad, que eu ganhei de aniversário uma vez da linda da Laura. Tio Laerte despensa apresentações, e nesta obra ele nos traz lembranças de criança, ligadas não só a televisão - a maioria tem alguma ligação, por isso o nome, como se fosse a "TV Laerte", mas acaba sendo um álbum de colagem de pensamentos da infância e juventude dele. 
Essa é uma das minhas favoritas: 


Quando eu fiz primeira comunhão (sim, eu fiz, e depois estudei em escola católica, pior experiência da vida, história pra outro post) tive o mesmo pensamento. E a minha mãe, quando criança, também.
Gosto muito quando o Laerte é nonsense, e a maioria de Laertevisão é, o que me agrada muito. Acho que quando usamos a memória como inspiração, não tem como não ser assim, já que nossas lembranças são picotadas e reeditadas por nós.

E a última indicação não é uma tirinha - eu diria que é mais um cartum, uma tirinha de um quadro só - ai teoria dos quadrinhos, Scott MC Cloud me ajude agora. Ou melhor, é o trabalho da multitalentosa Luiza Pannunzio, que já citei algumas vezes aqui no blog (aqui e aqui).


Foi díficil selecionar quais desenhos eu ia colocar aqui, porque adoro tudo. E vocês podem acompanhar pelo tumblr dela. Mas já falei que a moça não pára quieta, então tenho que citar também o ótimo Bebê da Cabeça Quadrada, outra série de desenhos dela, relacionados à maternidade:




Tudo isso me dá muita vontade de ter minha própria história em quadrinhos / série de desenhos autobiográficos. Em vocês não dá essa mesma coceirinha ?

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3 Comenta aqui >>

  1. Aninha, que saudades de suas ruivísses e sacolagens rsrs. Andava sumida pois tava viajando para o casamento da Liz (tem foto lá no blog :).
    Sou fã da Luisa, nunca comprei as telas mas já comprei as roupinhas dela rsrs.
    Nosso encontro de blogueiras ficou para a segunda quinzena de julho em SP, vai ser um encontro pra estreitarmos os laços, o resto é o resto, vc topa???
    Beijos enormes!
    Gabi.
    descedoponei.blogspot.com

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  2. Nossa, que nó na garganta deu com a primeira viu!? As pessoas falam com nostalgia da adolescência, eu não tenho nenhuma. Prefiro ser adulta kkkkkkkkkkkkkkkk E eu acho muito que a senhorita devia ter sua própria tirinha!! Meu marido tem umas ideias ótimas, mas não sabe desenhar. Já disse a ele pra procurar alguém pra ver se a gente fica rico hehehe
    Beijos
    Tati

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  3. Ai..fiquei com pena do primeiro quadrinho...é impressionante como jovens e crianças tendem a ser tão maus quando são!
    Essa visão de que criança é anjo não mesmo...eles sabem ser mto peversos!
    Eu quando pequena fazia histórias em quadrinhos vez em qnd, mas desenhava mto mal...era mais pela história mesmo, sempre amei escrever!

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