[Guest Post] Vintage é Tendência

by - segunda-feira, março 28, 2016

Oie! Hoje tem guest post super especial, feito com muito amor pela Talita, que é formada em Produção Textil e uma das sócias do brechó Saindo do Armário, em São Carlos, cidade que morei durante a faculdade e amo de paixão! A Talita trouxe aqui para o Creyssa um pouco da discussão sobre o consumo de roupas de segunda mão que fez parte do TCC dela na faculdade, então bora conversar um montão sobre como o brechó virou tendência nos últimos tempos ?

Brechó! Isso foi um mito na minha infância, minha mãe não gostava, achava anti-higiênico hehehehe. Já eu, sempre quis entrar em um, o modo como funciona sempre me fascinou. Quando tive a oportunidade de entrar, entrei! Era adolescente e estava com uma amiga, fiquei enlouquecida e não tinha 1 real no bolso (eu já fumava nessa época!), lembro que sonhei um mês com muitas roupas que tinha visto em um daqueles famosos brechós perto da estação de trem de São Carlos/SP.

Fiz Tecnologia em Produção Têxtil na Fatec Americana, e no último ano de faculdade, quando comecei a pensar sobre o tema do meu TCC, pesquisei quais eram as pautas mais recentes discutidas na moda. Em 2010 o tema sustentabilidade na moda começava a ganhar força, e aí de repente o Google me levou pro blog “Ser Sustentável com Estilo”, da Chiara Gadaleta Klajmic, e de primeira li um texto incrível que abordava o uso de roupas vintage e/ou de segunda mão para diminuir os impactos ambientais causados pelas indústrias têxtil e da moda, foi aí que eu percebi que esse tinha que ser o tema do meu trabalho de conclusão de curso: “Roupas de Segunda Mão: ‘Vintage’ é Tendência!”

Definido o tema consegui a tão disputada orientação com a professora da disciplina de Design e Planejamento de Moda, Maria Alice Ximenes Cruz, ufaaa! E foi maaaraaa! Ela me passou vários contatos, me indicou vários brechós, na semana de moda que produzia na Livraria Cultura em Campinas, tive a oportunidade de conhecer pessoas geniais que somaram demais, foi uma troca muito maravilhosa com todos os entrevistados! Até o estilista Mário Queiroz fez participação especial nessa pesquisa! 

Não havia muitas publicações na época para serem usadas como referência, então foi pesquisa de campo pura, muitas visitas em brechós de Americana, São Carlos e São Paulo. Entrevistas por e-mail, enquetes online, enfim, foi delicioso esse processo de coleta de dados, o assunto ficava cada vez mais interessante e o sumário só aumentava! Todo mundo que entrevistava tinha um contato para me passar, o que agregou demais!

Araras do brechó Minha Avó tinha, paraíso dos apaixonados por moda e figurinistas!

Meu tcc envolvia os seguintes temas, que nomearam os capítulos: A indústria têxtil e o meio ambiente; Consumo desenfreado; Importação de roupas de segunda mão; Mito ou verdade; Mário Queiroz; It Girl; Mulher Alfa; Desconstruir e reconstruir; Figurino para teatro; Brechós e Histórias de brechó… Esses foram os tópicos abordados na pesquisa, então bora lá entender melhor cada item desse sumário.

A indústria têxtil e o meio ambiente
No primeiro ano de faculdade fiz um seminário que o tema era o nome desse capítulo, então tinha bastante referência bibliográfica para pesquisar, e morar em Americana fez com que eu visse de perto os impactos ambientais causados pela indústria têxtil, foi uma das cidades mais poluídas que já morei, só perde pra PauliWood, mais conhecida como Paulínia! Há boatos de que quando chove, efluentes altamente poluentes são despejados nos rios, o que facilita camuflar a sujeira, porque o volume de água aumenta. E quando entrevistei a Adelina, professora de fibras, conversamos muito sobre fibras naturais, pois elas ocupam um pedaço de terra que poderia ser utilizado para o cultivo de alimentos, e muitas vezes deixa o solo improdutivo, que é o caso do algodão, um exemplo de monocultura! Esse capítulo fez eu repensar meus hábitos de consumo, principalmente quando ouvi essa frase durante as entrevistas que realizei.
“Se todas as roupas fossem jogadas no oceano, ele secaria.” (autor desconhecido)
Consumo desenfreado
“Moda em sintonia”, essa foi a referência bibliográfica que mais usei, super recomendo a leitura, até com a minha cópia sendo um xerox zuadasssooo consegui tirar informações maravilhosas dali de dentro. Tem uma linha do tempo da História do Consumo de moda, que foi a base desse capítulo! Bora lá falar dessa linha do tempo baphônica. Frederic Worth, o divo da alta costura aparece na primeira fase da linha (1857/1960), com a proposta de duas coleções de alta moda por ano, uma de verão e a outra de inverno. Nos anos 60 do século XX a moda começa a ficar fervida, surge um outro segmento além do feminino/masculino: a moda jovem. Disso surge o prêt-a-porter, que representava a “Moda aberta”, uma moda mais acessível que contemplava os jovens em termos de estilo e financeiramente. “Coolhunter”, profissional que ganha destaque no mercado da moda, é o caçador de tendências que vai para as ruas descobrir o que o público veste nos metrôs, baladas, bares e restaurantes hypes e leva essas referências para dentro dos ateliês. O “street wear” é o estilo que domina os anos 90, a terceira fase. Moda da ética anunciada, é o que dizem por aí da quarta fase, que está em incubação! Penso que vivemos a era do “fast-fashion”, e caminhamos lentamente para o “slow-fashion”. Essa linha do tempo mostra que o aumento populacional acelerado fez com que a moda adaptasse os meios de produção para atender a “todos”, mas a proporção de produção e consumo é desenfreada e insustentável.

Importação de roupas de segunda mão

Na entrevista com a professora Adelina, ela citou essa prática feita pela Igreja católica, achei curioso, por isso o capítulo existe. As instituições católicas européias enviam as roupas de doação recebidas por eles para as Igrejas do Brasil, por uma taxa de imposto baixíssima. As roupas mais simples são doadas para a população carente, as peças sofisticadas, como Dior, Armani, Chanel, Yves Saint Laurent são vendidas para brechós de luxo e a renda é revertida para a própria Igreja. 

Mito ou verdade?

“O Casaco de Marx”. A Adelina me indicou esse livro quando contei pra ela o resultado do questionário geral do meu TCC. A maior parte dos entrevistados relacionavam brechó a roupa de gente morta, e que as roupas carregam a energia do dono! Depois de devorar o livro ficou mais fácil argumentar sobre o assunto,  e o lance todo é o desapego capitalista que o autor explica! No séc. XIX a roupa era uma moeda de troca bem valiosa e de grande circulação nas casas de penhor. “Mas penhorar um objeto é desnudá-lo de memória. Pois somente se um objeto é desnudado de sua particularidade histórica ele pode novamente se tornar uma mercadoria e um valor de troca. Da perspectiva da loja de penhores, qualquer valor que não seja valor de troca é um valor sentimental, um valor que deve ser removido do objeto para poder ser 'livremente' trocado no mercado." Essa relação de apego e desperdício é cultural! Durante essa pesquisa conheci uma francesa que circulava com um brechó itinerante de luxo, o “Closet da Mel”, e ela fez uma comparação que explica um pouco sobre os hábitos de consumo dos brasileiros. O Brasil é uma país que não passou por guerras devastadoras e temos um solo muito rico, já na Europa a pobreza se alastrou nos períodos de guerra, por isso a reutilização e reaproveitamento de vestuário, calçado, alimentos era uma prática de sobrevivência muito comum. Mas mesmo com essa questão cultural forte existe o público consumidor do vintage e segunda mão no Brasil, esse público compra o estilo que o segmento vende.
A diferença do consumidor de brechó brasileiro e do europeu está ligada aos estímulos que a pessoa tem que receber para sentir o desejo de comprar, mas a partir do momento que existe esse nicho no mercado fica mais fácil conscientizar do valor sustentável dessa compra.

Sim! Entrevistei o muso da moda masculina brasileira pro meu TCC! E foi graças a minha orientadora maravilhosa. Nem acreditava que ia ver ele de perto, falar com ele e o melhor de tudo foi ganhar um exemplar de “O Herói Desmascarado” com direito a dedicatória….Morta feat. enterrada!
Na entrevista ele me falou sobre sua visão socioeconômica do mercado de moda e como o brechó estava inserido ai. 
“Um caminho que a moda está seguindo hoje, e esse é o caminho das próprias grandes marcas e da imprensa internacional, é o seguinte, não da mais para você chegar para o seu cliente e dizer assim, você pega aquela coleção que eu te vendi semestre passado e joga tudo fora, porque agora é uma outra coleção, e você só pode usar a coleção nova. Não é mais assim, porque o mercado não pode ser assim, por uma série de questões, a primeira delas é a economia, mas depois também tem outras questões, por exemplo, a própria sustentabilidade; você não pode chegar e jogar tudo quanto é roupa fora, o que você faz com o desperdício?”
Faz algumas semanas eu vi uma estilista de Londrina compartilhar no Facebook uma matéria que falava sobre o problema de descarte de roupas que Londrina enfrenta, é bem claro que precisamos rever os conceitos de produção e os hábitos de consumo. Então, bora pensar “slow fashion”, que é o equilíbrio entre o contemporâneo e o atemporal.
It girl e Mulher Alfa
Quem é it girl e mulher alfa? Elas têm uma representatividade forte na moda, elas são referência para estilistas, publicações de moda, fashionistas, a lista é grande. A it girl é a jovem de 20 a 30 anos que lança tendências de moda e consumo, ela não é a patricinha típica rica que só compra grandes marcas, ela é uma menina comum, que você pode conhecer em qualquer esquina, uma pessoa acessível, com um lifestyle bem próximo da realidade da maioria das pessoas. A mulher alfa representa a fase adulta, uma das definições para esse termo é que ela é um híbrido entre a feminista do anos 60 e a “mulherzinha” dos anos 90. A diferença entre as duas está no poder aquisitivo e no tempo, a it geralmente vai até os lugares consumir, já a alfa por falta de tempo, é adepta as compras online.
“...a moda vintage começou a se propagar na metade da década de 90, saindo da Europa para o resto do mundo. Em Hollywood, o vintage começou a ser visto como tendência de moda a partir de 2001, quando Julia Roberts recebeu o Oscar com um modelo do estilista Valentino de 1982.” (Lygia Krás)



Quem já ditou moda no mundo? A elite! Quem dita moda no mundo contemporâneo? A grande maioria, e quem se destaca são os dois exemplos desse capítulo (a it girl e a mulher alfa). Hoje o processo de produção se inverteu, antes era moda o que estava nas vitrines, hoje o street wear, a contra cultura da moda, toma conta das vitrines. A moda vem das ruas, os caçadores de tendência procuram referências nos metrôs, pontos de ônibus, supermercados, toda e qualquer imagem que chame a atenção vira referência.A moda não é mais sazonalidade, ela caminha para algo mais palpável e livre, a personalidade é o que conta e o gosto é livre. E as it girls e mulheres alfa tem um papel importante nesse processo porque elas imprimem muito da personalidade delas nas roupas e acessórios que usam, não se prendendo a desfiles, editoriais e conceitos. E como a moda acompanha todas as transformações da sociedade, os consultores de estilos entraram no fluxo para o qual a moda deságua nesse momento, e foi decretado que ostentar está fora de moda. O sucesso das it e das alfa está no poder que elas tem de garimpar coisas incríveis em brechós a preço de banana e misturar com uma peça que já existia em seu guarda roupas, e criar um look bapho escândalo com apenas 5 Dilmas. Essa inversão no processo mostra que a moda não está mais tão presa a valores sociais e econômicos, não é mais a elite quem determina o que se deve ou não usar e nada mais é démodé!
Desconstruir e reconstruir

Redesign de peças a partir de roupas de segunda mão ou vintage é fascinante e genial! E nesse capítulo rolou uma entrevista por e-mail com a estilista Ana Fernanda Padin, sócia e fundadora da P’tit, uma marca que infelizmente não existe mais. Ela e mais 3 amigos terminaram a faculdade de moda e alugaram um galpão para cada um produzir suas peças, os custos começaram a pesar e da dificuldade criou-se uma oportunidade incrível, a de lançar uma marca conceitual. A P’tit começou com peças garimpadas do guarda roupas da vó da Ana, essas roupas foram desconstruídas, passaram por um processo de redesign, um desfile foi produzido para o lançamento dessa coleção e foi sucesso. Depois desse lançamento eles começaram a peregrinação do garimpo, iam em bazares beneficientes, brechós de luxo, brechós especializados em vintage, brechós de segunda mão, enfim, garimpar era o segundo nome de todxs. “É bem trabalhoso, na verdade. Mas para mim é uma terapia e me dá muito prazer fazê-lo. Quando estava muito cansada, não conseguia mais pensar, começava a desmanchar uma peça. Depois reconstruí-la era maravilhoso, é como um quebra-cabeça com infinitas possibilidades: você já tem as peças definidas, mas pode montá-las como desejar. E o fato de já tê-las prontas, e muitas vezes “deformadas” pelo uso, criam possibilidades de volumes que seria muito difícil alcançar com um pedaço de tecido. Acho que aí está a grande magia da reconstrução de uma peça.”




A P’tit, já não existe mais, mas com certeza influenciou muitos estilistas e hoje é muito comum encontrar marcas que utilizam desse processo de criação. Ano passado no Mercado de Pulgas do Minhocão conheci uma marca maravilhosa que tinha essa mesma proposta, a Mohtrip Vestes, que o foco é resgatar peças dos anos 70 e 80. O vintage abre várias possibilidades para a moda, precisamos aprender a devolver a vida para o que já temos em mãos.

Figurino para teatro

Quem brilhou nesse capítulo foi o ator e figurinista Cesar Póvero, que falou sobre o processo de produção de figurino a partir de peças vintage e segunda mão! Ele disse que garimpa em qualquer lugar, não tem filtro e que aqueles lugares que a gente olha e não da nada geralmente são os que a gente encontra as coisas mais maravilhosas, e como o teatro permite que o figurino seja surreal e o investimento é sempre baixo a ordem é pirar nos brechós, se jogar sem medo de ser feliz e investir nas customizações. Cesar é adepto dos tingimentos, aplicações e manchas, e sempre procura por acessórios sensacionais que complementam a montação. Durante a entrevista ele falou sobre um trabalho do figurinista Marcelo Olinto, os personagens eram mortos e ele utilizou de sucata para criar o figurino com a intenção de fazer uma referência lúdica a esse elemento essencial do roteiro da peça. Lavoisier pira, porque nada se perde, tudo se transforma! E no figurino é assim que funciona! Cesar é de Campinas e como a Creyssa Phyna também é, acho válido falar para xs leitores que para ele os melhores brechós da cidade estão no centro, no Cambuí e perto da antiga rodoviária, então bora bater perna por lá minha gente! [a Creyssa assina embaixo, hehe]

Brechós

Luxo, poder, sedução, babado, correria e confusão definem esse capítulo, foi bafo! Minha Avó Tinha (São Paulo), Casa Juisi (São Paulo), Bibi brechó infantil (Americana/SP) e Amor de Brechó (São Carlos/SP), os principais que visitei e consegui entrevistas incríveis. Eu moraria no Minha Avó Tinha [a Creyssa também!], um sobrado amarelo enorme em Perdizes que mexeu com o meu coração e fez despertar o desejo de virar a Becky Bloom naquele momento. Esse sobrado é dividido em 3 espaços, a parte de aluguel, vendas e antiquário, dentro do espaço existe uma lavanderia para facilitar a manutenção das peças. A organização do espaço é genial, as salas e araras são divididas por décadas! Acho que foi o maior acervo de figurino e moda que já vi na vida. Naquele lugar eu descobri que depois que eu me formasse queria trabalhar com figurino e produção de moda. Os figurinistas e produtores entravam e saiam o tempo todo de lá e foi a primeira vez que tive contato com esse universo, me apaixonei loucamente e hoje trabalho com isso. 



Na Casa Juisi conversei com a Simone e com o Junior, e eles começaram da mesma forma que o Saindo do Armário (sou uma das sócias desse brechó itinerante que amo tanto) começou, um bazar para amigos com roupas de nossos guarda-roupas. Deu 19h e o brechó fechou, fiquei la dentro e continuamos a entrevista, depois mergulhei naquele acervo lindo de morrer, que tinha desde kimonos vindos do Japão até vestidos de passarela de grandes marcas nacionais. Minha Avó Tinha e Casa Juisi são brechós especializados em vintage, os proprietários circulam o mundo atrás de raridades, e o público consumidor desses brechós é formado por fashionistas e pessoas de alto poder aquisitivo. Quem consome lá procura por etiqueta, querem pagar “barato” em marcas sofisticadas, por isso são brechós que não tem cara de brechó tradicional, são lojas que recorrem ao modelo tradicional de organização de espaços comerciais para atender as necessidades do público frequentador do local, a estratégia de marketing é atual mas o modelo de negócio é antigo. Bibi brechó infantil e Amor de Brechó são especializados em roupas de segunda mão. Como é segunda mão o valor é bem mais baixo, já que a forma como a roupa foi adquirida não exigiu um alto investimento. As peças chegam no brechó através de doações ou consignação, no caso da consignação o antigo dono da peça leva o produto até o brechó e depois de um tempo recebe uma porcentagem do valor de venda da roupa. O Bibi segue a mesma estratégia de marketing dos especializados em vintage, já que o foco é infantil, então existe um trabalho redobrado na higienização, organização e manutenção das peças.  Com essas visitas todas ficou bem claro que brechó é brechó, e o importante é garimpar e ter paciência, que sempre aparece um achado do dia!


Histórias de brechó
Para finalizar essa pesquisa achei interessante linkar todas essas informações com histórias de brechó, pra tornar o tema mais real. Entrevistei a escritora infantil Miki W. e o meu pai, Luis Guilherme. Meu pai sempre foi muito econômico (hehehe) ele era contador e advogado, então finanças faziam parte do universo dele em tempo integral. Como todo homem ele não era consumidor assíduo de moda e o seu estilo preferido era o social, por causa da profissão. A relação dele com brechó começou quando fez uma viagem para São Paulo a trabalho, ele precisava usar traje social completo para o compromisso que tinha e esqueceu de colocar o blazer na mala, ele já estava desesperado e algumas horas antes do compromisso resolveu entrar em um brechó pra procurar um blazer barato e que servisse nele (ele era muito alto e magrelo). Seu LG, como eu o chamava, garimpou um blazer de abotoamento duplo e riscas vermelha Hugo Boss pela bagatela de 10 Dilmas, ficou desacreditado com esse achado e a partir de então virou consumidor de brechó. 

o blaser de seu LG

Miki W. é a escritora infantil que ama montar looks do dia exóticos! Essa história toda começou porque Miki era a única japonesa na sala de aula da escola em que estudava quando era criança, ela sofreu muito bullying. Apesar de não enxergar as diferenças que seus colegas enxergavam e não entender o porque ela passava por aquilo resolveu absorver as agressões verbais de forma positiva e divertida. Adotou um estilo de se vestir exótico e excêntrico para dessa forma as pessoas terem motivo de falar que ela era diferente e também começou a ver beleza em roupas e acessórios considerados feios e estranhos. Ela desconstruiu vários padrões de estética e beleza através da vestimenta, e entendeu que ela é bonita do jeito que é. Ahhh, brechó é muito amor!

A escritora Miki W

Agradeço super a Anna por ter me dado a oportunidade de compartilhar essas informações e relembrar essa pesquisa, foi nostálgico! E o novo projeto da minha vida é reescrever esse TCC e quem sabe publicá-lo.

Talita, eu que agradeço, seu texto foi uma enchurrada de boas informações e histórias sobre brechó!
Espero que vocês gostem tanto quanto eu gostei, e aproveitem para conhecer o Saindo do Armário!

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