Roteiro: Inhotim

Eu outubro do ano passado, fiz algo que eu não faço nem no final do ano, que é: TIRAR FÉRIAS (uhuuuu - som de palmas). E junto a dois amigos queridos, nós fomos para Inhotim, o famoso "parque-museu-espaço muito louco de arte contemporânea" que fica na cidade de Brumadinho, a cerca de 1 hora de Belo Horizonte, em Minas Gerais. É um passeio muito legal para quem gosta de arte contemporânea, mas mesmo que você não tenha essa vibe, toda a viagem e o contexto valem muito a pena. Como nesta época do ano muitas pessoas estão de férias, achei um bom momento para compartilhar nossa viagem como uma sugestão de destino, porque foi MUITO LEGAL. Modéstia à parte, acho que nós fizemos uma ótima logística para aproveitar a viagem e o parque, por isso quero compartilhar por aqui, para ajudar outras pessoas como nós ;) 

Laura arrasando no nosso mapeamento ;)

Laura arrasando no nosso mapeamento ;)

 

1) Onde ficar ?

Logo que o parque abriu, Brumadinho ainda não era uma cidade com infra estrutura turística, e muita gente acabava se hospedando em Belo Horizonte, mas não é mais assim, hoje em dia a cidade recebe muito bem quem quiser ficar mais perto! Nós ficamos no Hostel 70, e mesmo que isso de cultura da hostel ainda seja novo na cidade, achei bem legal ficar em Brumadinho. Além de ficar bem perto do Inhotim, o legal de ficar na cidade é poder ir nas cachoeiras, no próprio hostel eles organizam saídas de carro com guias para quem quiser visitar, são duas ou três, se não me engano. 

2) Sugestão de Roteiro

Nós viajamos de carro, e é bom avisar que a estrada é para aventureiros, principalmente o atalho de entrada para Brumadinho, mas você pode pegar o caminho mais longo, que é vindo de Belo Horizonte. Para calcular o tempo e a rota de viagem, eu sempre uso o aplicativo do Sem Parar. Vale lembrar que tem transporte indo do Hostel até o Inhotim, caso você vá sem carro e fique no hostel ou na cidade. 

Minha única frustração foi não ter conhecido as cachoeiras, porque eu sou que nem criança quando se trata de entrar na água! Então bolei um roteiro ideal para a próxima vez ou para você, pessoa sortuda que vai ler este post antes de chegar lá! Como eu estava de férias, consegui ir durante a semana, o que deixa os ingressos mais baratos (R$25 terças e quintas), mas no final de semana e nos feriados eles são mais caros, sendo sexta, sábado, domingo e feriado: R$ 40,00. Então espia minha sugestão "ideal", que é para quem está de férias e pode ir durante a semana - e se você puder ainda aproveitar a viagem e esticar para Belo Horizonte ou Estrada Real, melhor ainda ;)

Segunda feira: De segunda o Inhotim não abre, então é um bom dia pra chegar em Brumadinho ainda pela manhã, almoçar na cidade, chegar no Hostel com calma e conseguir aproveitar as cachoeiras! 

Terça feira: ir para Inhotim e traçar um roteiro para ver primeiro as obras mais distantes, já que o parque é bem extenso, e vale super a pena pegar o carrinho, que custa R$25 por pessoa. Essa foi uma estratégia traçada pela querida Laura, minha amiga expert em passeios culturais mundo afora!

sendo phynos no carrinho

sendo phynos no carrinho

Na terça à noite, é legal jantar no restaurante Ponto Gê, mas calma que eu já falo mais dele!

Quarta feira: Voltar ao Inhotim, aproveitando o dia em que ele é aberto gratuitamente! E aí fazer um roteiro mais tranquilo, mais próximo, sem precisar pegar o carrinho. E aproveitar pra curtir as plantas, os cafés, comprar postais ou algum livro na lojinha. A quarta feira geralmente é um dia mais cheio, lotado de grupos e escolas, por ser gratuito, um pouco mais de muvuca, mas nada que tenha nos atrapalhado. 

3) Onde Comer

Durante o dia, quando você estiver no Inhotim, a opção mais acessível é o restaurante Oiticica, que é muito bom, mas nada muito especial: é um p.f. digno, com preço ok. O Café das Flores, que fica logo na entrada, também é bem gostosinho e tem coisas diferentes. O parque tem várias outras opções gastronômicas mais caras que pareciam ser beeeem legais, mas não foi dessa vez, hehe!

Na cidade, só pelo fato de você estar em Minas Gerais, não tem muito erro. Nós tomamos um açaí muito bom que ficava perto do Hostel e da Igrejinha do centro da cidade, muito bom.

Mas a dica imperdível de comida em Brumadinho é o Ponto Gê, restaurante maravilhoso, pequeno e muito bem coordenado pelos simpáticos donos, que serve uma mistura de comida mineira contemporânea descolada muito muito boa, incluindo opções veganas como o macarrão de pupunha e manga, que eu salivo só de lembrar! 

Sem palavras, só no nham!

Sem palavras, só no nham!

Para comer no Ponto Gê, é precisa fazer reserva pelo whatsapp: 031999536198! Acesse o instagram deles para mais informações:

4) No Parque!

E por último, o principal, hehe: o que não perder no parque! Bem, sendo eu uma pessoa de humanas/miçangas/artes em geral, quero mais é que você veja tudo, não tem essa de "tem que ver" tal coisa, o que eu achei imperdível pode ser uma bobeira pra você. De qualquer maneira, achei legal ter um norte do que é legal ver primeiro, e pra isso contei com a companhia da Laura e do Maurício, que estavam afiados na curadoria! Você pode conhecer o museu virtualmente pelo perfil do museu no Google Arts and Culture ou mesmo pelo site do Inhotim, que já te dá uma norteada. 

A estrutura do parque é muito interessante, uma vez que as obras de arte estão integradas à paisagem estonteante, e organizadas em galerias, que podem ser dedicadas exclusivamente à várias obras de um único artista, ou ainda galerias pensadas para o Inhotim; ou ainda galerias que reúnem mais de um artista e que podem não ser permanentes. 

O que eu fui querendo ver: Desvio para o Vermelho, do Cildo Meireles, por motivos óbvios de ser tudo vemelho, Narcissus Garden, o lindo jardim de bolinhas criado por Yayoi Kusama Nagano, Cosmococas do Oiticica, o famoso pavilhão muito louco e interativo, e claro, Da Lama Lâmina, Mattew Barney, que é realmente uma estrutura impressionante. 

O que me surpreendeu - Todo o parque vai muito além da nossa expectativa, mas uma das minhas galerias favoritas foi a Galeria Praça, com as obras maravilhosas do Luis Zerbini, e a instalação sonora Forty part motet, que é emocionante. A Galeria Psicoativa Tunga também impressiona, não só pelas obras, mas por estar no meio da mata, um pouco pesadona no entanto. O artista Olafur Eliasson, que tem algumas obras espalhadas pelo parque, também foi um destaque, pois qualquer coisa com água e espelhos me ganha na hora.

O que é clichê do parque, mas é lindo: Invenção da Cor, Penetrável Magic, os paredões coloridos do Oiticica, a obra/piscina/ aquarela, que se chama Piscina, meio um mito do parque, porque sim, você pode nadar na obra - não nadamos, mas a obra é linda; e Sonic Pavilion, o pavilhão onde você pode ouvir os sons da terra.

Fora tudo de legal que tem de obra e pavilhões, todo o projeto paisagístico do parque é de tirar o folêgo!

inhotim botanico

Todas as imagens deste post, salvo os instagrams, são de minha autoria ou da Laura Teixeira! E vale super a pena clicar nos links de cada obra para ir montando o seu roteiro!

Me conta se você ficou com vontade de visitar ou se já conhece o Inhotim!