Vamos conversar sobre empreendedorismo e empoderamento feminino?

Ideia Coletiva_cartaz A3_online.jpg

Em abril, vou participar do projeto EmPodera, idealizado por pessoas queridas e próximas da produção cultural, Kora e Cintia, que tenho a sorte de ter por perto, lá no Ideia Coletiva (onde fica a sede do VID também). Sabe quando você vê o resumo do projeto e pensa "Nossa, que legal, queria muito estar no meio disso"? Mais legal ainda é pensar nisso e depois ser convidada a integrar a programação!

Este projeto vai realizar ações culturais gratuitas, sob o viés do empoderamento feminino, dando destaque à presenças femininas em criações artísticas e culturais. Tem oficina de fotografia, dança, sessões de curta metragem, e o que eu acho mais legal - em ações que se espalham por diversos pontos da cidade, além de ações em pontos mais centrais, como a Estação Cultura, o MIS Campinas e no próprio Ideia Coletiva. 

Vou coordenar uma conversa sobre Empreendedorismo Feminino no dia 17 de abril, segunda feira, à noite, no Ideia Coletiva. Vai ser um encontro voltado para mulheres empreendedoras ou que querem começar a empreender, que atuam no contexto da economia criativa, principalmente na área cultural ou áreas criativas como moda, design e artesanato. O objetivo é a troca de experiências, informações e ferramentas de gestão e marketing aplicadas à economia criativa. Não tem taxa de inscrição, vai funcionar como contribuição voluntária - contribua como puder, se quiser.

17/abril - 19h. 25 vagas, preferencialmente mulheres
Local: Ideia Coletiva. Rua Sacramento, 610, casa 1, Centro

 

Vamos conversar sobre o empreendedorismo na área cultural, onde vemos muitas mulheres produzindo e empreendendo. Vamos falar de empreendedorismo, mas a partir de um olhar para o empoderamento feminino, dentro de um contexto de economia criativa e de produção cultural, que é de onde vem a minha fala, de onde vem minhas experiências.

Porque muitas vezes nós, artistas, temos dificuldade de olhar para nossos projetos com esse viés empreendedor. Aproveitando o gancho dos dois anos do VID Estúdio Criativo, empreendimento cultural do qual sou sócia fundadora, eu digo - não é fácil ser um ofício artístico e ao mesmo tempo um negócio, gerar renda, pensar em estratégias de marketing, prospectar cliente, escrever projetos e tudo mais. É comum que a gente tenha bastante dificuldade em nos definir: "Sendo duas mulheres vindas da área de artes, encaramos diversos desafios na maneira de nos entender como empreendedoras, com um pé na moda e outro na cultura, envolvidas pelo ambiente fértil da economia criativa. Nessa travessia, a experiência com produção cultural nos ajudou a inventar nosso empreendedorismo, mesmo tendo altas crises sobre 'o que fazemos?' "(leia este texto completo aqui: blog do VID).

Então vem conversar comigo lá no dia 17 de abril, seja você uma empreendedora ou aspirante a; ou se você tem interesse em saber como vivem e como geram renda as pessoas das áreas artísticas e culturais, vem comigo ;)

Poderia ser pior?

imagem: Anna Kühl

imagem: Anna Kühl

O dia da mulher é conhecido internacionalmente por ser uma ótima época para produtores de flores, que tem sua produção já comprometida até duas semanas antes da data. Em ações do comércio, até mesmo no trânsito, estamos acostumadas à receber uma rosa singela, muitas vezes vermelha, com esta intenção de "presentear, celebrar, homenagear" as mulheres. Quase como um jeito de nos consolar, não como se fosse um pedido de desculpas, mas como se nos fosse dito - olhe pelo lado bom, tome aqui esta florzinha, não pense em tudo aquilo de ruim que você precisa carregar não, viu ?

Porque olha, como carregamos. Não por acaso assumimos comportamentos amargurados às vezes - eu mesma escrevo amargurada nesse momento. Campanhas como #Meuprimeiroassédio só nos confirmaram aquilo que sabemos, amargamente - que a violência acontece com todas nós, em maior ou menor grau, não importa a idade.

É comum que quando surja a coragem para contar para alguém próximo, nesses nossos relatos a gente use expressões do tipo "graças a Deus não aconteceu nada pior" ou "ele só chegou a passar a mão, mas não aconteceu mais nada". Observo este tipo de expressão mesmo em relatos muito graves de violência doméstica, desde as mais leves até as mais absurdas do tipo "apanhei mas não morri". 

Eu mesma, quando pensei em aderir à #meuprimeiroassédio, me dei conta aliviada que nunca havia acontecido algo de realmente grave comigo. Esse nosso frágil mecanismo de alívio, de consolo, em que nos comparamos individualmente entre histórias escabrosas ajuda a nos distanciar desse sofrimento que todas nós passamos, em maior ou menor grau. Não deixa de ser um conformismo, uma maneira de nos amansar, de nos deixar quietinhas. Como se existisse um abismo imenso que separa vítimas extremas do machismo - tal como Isamara, morta pelo ex-marido na noite de reveillon em Campinas; e mulheres que "não tem do que reclamar", só porque ouvem uns fiu-fiu na rua ou quando reagem mal humoradas à piadas machistas ditas por conhecidos. O mais assustador é que não é um abismo que nos separa de Isamara. 

Claro, existem privilégios que eu, moça branca, cis, corpo padrão, classe média, ensino superior, preciso reconhecer, e que são privilégios abismais de proteção em relação à mulheres pobres, mães, negras, trans ... Mas o que me dói é que em maior ou menor grau, todas nós, e eu gostaria muito que tivesse alguma exceção entre as mulheres que me são próximas, mas infelizmente não há (embora estejamos cercadas de privilégios sócio-culturais); todas nós temos uma historia ruim para contar. Uma história que muitas vezes vem seguida daquela expressão tão gasta que usamos para nos confortar: "ainda bem que foi só isso que aconteceu, poderia ter sido bem pior".

Estou cansada destas tentativas rasas de alívio, consolo. Nossa única possibilidade real de conforto é termos umas às outras. Que o dia da mulher nos sirva com este propósito - de estarmos juntas. 

Hoje tem: Nenhuma a menos - Ato em Campinas, evento no face

Produzindo conteúdo desde 2010!

correio elegante

Comecei a publicar conteúdo como Creyssa Phyna, em 26 de fevereiro de 2010, quando eu estava provavelmente entediada em algum pós carnaval. Eu tinha 24 anos, era outra pessoa, a internet era outra internet, o mundo era outro. Isso foi antes da profissionalização dos blogueiros, palavra que caiu de moda, e hoje somos chamados de qualquer outra coisa, como produtores de conteúdo (meu termo favorito), digital influencers (eca) e por aí vai. 

Não sei se você que está lendo me acompanha há pouco tempo ou é da época do layout de bonequinhas de papel (uma obsessão, sempre). No ano passado, em crise com a grafia complexa do antigo nome, e querendo me assumir em uma coisa só, eu juntei todo o conteúdo produzido até aquele momento com meus serviços e portfólios, porque eu queria ser uma coisa só. 

E olha só que paradoxo - a gente nunca vai ser uma coisa só, não importa o quanto a gente tente, sempre vai sair uma crise disso. Mas é bom dar novos nomes para coisas antigas e vice versa, porque isso traz uma sensação de continuidade, de infinito, que pode ser bem interessante. 

Para comemorar esses sete anos de conteúdo, fui fazendo uma revisão vindo lá do comecinho, onde meu conteúdo mais parecia meus (incontáveis) painéis do pinterest, uma "mistura de almanaque, álbum de figurinhas, caixa de fotos queridas, relicário e curva de rio". Foi gostoso achar textos que eram participações das minhas irmãs, sobre comida e viagem. Tambem é bacana perceber que já apareciam textos coerentes com o que eu sou hoje, essa sensação de continuidade que é tão importante pra mim. Então deixo com vocês uma seleção de posts para distrair quem tá curtindo um carnaval tranquilão, mas caso você seja do time do glitter e da folia, é só guardar pra quarta feira de cinzas ;)

Lá do comecinho: Reflexões sobre Consumo e Minhas histórias de amor com costureiras
Meus favoritos de moda: Moda CompartilhadaEstilo Pessoal e Vídeo de Achados de Brecho,
Posts sobre viagens ou rolês favoritos: ArgentinaRolê em SP e Inhotim
Sobre vida criativa e história pessoal: Que historia sua casa conta sobre você ?
 

Lembrando que você também pode navegar nas categorias e pelo arquivo que fica na sidebar. Então aproveita esse carnaval com ou sem glitter, e a gente se vê no próximo post!

*Este texto foi originalmente escrito pro meu correio elegante, se você ainda não é inscrito é só se achegar aqui no rodapé do blog e digitar seu e-mail. 

Meu amor pelas coisas que brilham

Aprendi a bordar lantejoulas e paetês com 18 anos, e me lembro de ter ficado um pouco obcecada por isso na época, bordei uma borboleta imeeeensa numa camiseta que hoje me pergunto onde guardei, porque queria muito ver a cara desse trabalho de novo. 

Tenho um estoque vitalício de lantejoulas, canutilhos, acumulado ao longo de vários trabalhos de figurino, e que vou ganhando das pessoas que me conhecem, como uma amiga senhorinha costureira, que me passou de herança tudo que ela tinha de miçanga.

Gosto de bordar lantejoula em tuudo, como nesta encomenda especial do Catarse, mas uma das coisas que mais gostei de fazer foi esta máscara, para o espetáculo de dança Después :

Também produzi para um outro trabalho estes acessórios de cabeça de melindrosa, misturando plumas e paetês! Foi tão facinho que eu deveria tomar vergonha na cara e fazer um tutorial em vídeo ou aceitar encomendas pro Carnaval. Usei aquelas tiras elásticas de paetês, elásticos, miçanças, penas avulsas, dá pra usar o que tiver em casa!

Embora eu nem goste tanto assim de carnaval, devo confessar que fico bem feliz de ver as redes sociais inundadas de sereias, melindrosas, todo tipo de brilho, glitter e paetê!

Obscessão: rosa-porquinho.

fonte: aqui. 

fonte: aqui. 

O termo "rosa porquinho" nasceu entre as minhas irmãs para denominar essa cor que já foi chamada de rosé, rosa nude e rose quartz (um dos tons da pantone no ano passado!). Acho que não preciso explicar o porque dessa expressão ... A primeira vez que o termo surgiu aqui no blog foi em 2011 (!!), mas como ainda sigo obcecada pela cor e estou trabalhando numa mega revisão de conteúdo para o aniversário do blog agora em fevereiro, quis reeditar este post.

Já naquela época, eu sabia que não era uma cor que me favorecia, o que não me impediu de acumular uma coleção de peças nesse tom:

Foto do post originalmente publicado no creyssaphyna.blogspot.com em 2011 (!!!)

Foto do post originalmente publicado no creyssaphyna.blogspot.com em 2011 (!!!)

Com o passar do tempo, fui doando e vendendo a maioria dessas peças, mas nunca deixo de suspirar e querer coisas novas nesse tom. No final do ano passado, eu fui modelo para alunas de um curso de análise de coloração pessoal, e um dos conselhos era que essa cor realmente me desfavorecia. Mas quem disse que parei com essa mania ?

Talvez com o contraste do cabelo mais escuro, e usando um batom de cor forte, eu achei que dá pra fazer a cor funcionar, embora realmente não seja o melhor tom de roupa pra mim, quase igual a minha pele.

Mas sigo achando a coisa mais linda do mundo essa cor. A parede do meu escritório tem esse tom, adoro ganhar caderninhos nesse tom ...

rosa porquinho da anna

Posso ostentar com orgulho meu título de Rainha do Rosa Porquinho ?

Achados e Garimpos de Brechó: Algodão Pima, Vestido Pin Up e mais!

Sim, o tipo de vídeo com a maior audiência do meu conteúdo está de volta: Achados de Brechó - edição fevereiro 2017! Não vou mentir, eu também adoro ver esse tipo de vídeo por aí, louca pra ver o que as brechozeiras de carteirinha andam comprando por aí. 

Deixei juntar algumas peças mais interessantes, com alguma historia ou informação de moda pra detalhar, então dá o play:

Serviço - Brechós Citados no vídeo

Blusa branca de algodão pima - The Mix Bazar

Saia de viscose da Cantão - Espaço Green Brechó

Vestido pin up - Bazar da Sobrapar

Camisa verde - VID Estúdio Criativo (também conhecido como o meu brechó): eventos pontuais que acontecem de acordo com a nossa agenda e estoque. 

O que é o tal do algodão pima ?

Esta variedade de algodão é conhecida principalmente por sua maciez, por conta da sua fibra longa, responsável por uma incrível durabilidade que se mantem após diversas lavagens, em média 45% mais resistência a manchas, durabilidade e profundidade de cor. Sua colheita é feita manualmente, fator que evita danos as suas fibras durante tal processo e preserva as características do produto. De origem peruana, o nome deste algodão se refere aos índios Pima. (Fonte)

Gostaram dos achados ? Aproveita e se inscreve no canal ;)